quinta-feira, junho 21, 2012
V-O-P
Voar
Feito
Urubus
Ver
Verão
Peso
de
Peixe fresco
Banhos
de Chuva
de Felicidade
Feira
Livre
do Relógio
na Praça
Vamos ver
a meu ver
o peso
que faz
nao ver
barcos em vela
Vê-la tão bela
mas além
Janela
de Belém
Ver-o-Peso
quarta-feira, junho 20, 2012
De volta de novo
segunda-feira, dezembro 27, 2010

Ainda é noite
já é cedo
pra voltar
e seguir
Já vai logo
Anda, fica um pouco
Já chegou a hora
de regressar
e seguir em frente.
nada em mente
quem entende?
vou mas volto
não sei quando
de surpresa
outro dia de repente
minha gente
vou mais fico
na lembrança
e levo todos
comigo
os mais próximos
serão sempre próximos
mesmo distantes
terça-feira, fevereiro 23, 2010
PÓ(s)

Esse cheiro me assusta
Esta cor me empalidece
Escura
Escuta
Meu silencioso acorde
A cor de pele sem estampas
À flor da leve sonata que acorde
Deste profundo adormecer
Harmonizar
Harmonia
Agonia
Antônia
Fulana
Mas houve um bom cheiro
Defenestrado
Demasiado
Recolhido
Amarelo
Qual medo
Indefeso
Almas dispersas
Harpas desafinadas
Desafiadas
Avessas
Anorexas
Cadarços soltos sem laços
Calabouços
Camurça molhada
Encharcada
Ligação instável
Vulnerável
Mas, unida de alguma forma
Inexplicável
Inquebrável
Superior as temerosas
Catástrofes
Temos rosas
Plantadas em vasos de vento
Cicatrizadas
Eternizadas
Não é preciso
Ficar junto
Para que haja união
Nem a quebra é necessária
Para a cisão
É o que verte dos olhos
É o que veste dos ombros
Aos tornozelos
E protege o desprotegido
Desprevenido
De sorte
De inquietude
Queria
Ser como você
Crescer sem temer
Sou apenas
Um grão
De pó
Que
O vento leva
sábado, outubro 31, 2009
II
terça-feira, outubro 06, 2009
sábado, setembro 26, 2009
0 zer
quarta-feira, setembro 09, 2009
segunda-feira, setembro 07, 2009
Sete de Setembro
Toda independência não se dá por completa
Ou é uma máscara apenas. Com o objetivo de defender interesses, como ocorreu em
"Como é para o bem de todos e felicidade geral da nação, estou pronto. Diga ao povo que fico". Disse D. Pedro há oito meses antes do brado histórico.
É claro que D. Pedro decidiu ficar bem menos pelo povo e bem mais pela aristocracia, que o apoiaria como imperador em troca da futura independência não alterar a realidade sócio-econômica colonial.
Agora, mudando de assunto, mas conservando o contexto, faço uma pergunta, como aquelas em títulos de revistas das testemunhas de Jeová: Seria o Pré-sal uma segunda independência do Brasil, como afirma o presidente?
Há muita briga partidária, existem vários interesses públicos e privados envolvidos nessa questão. Por outro lado, os grandes acionistas da Petrobras, não vão aceitar de forma graciosa a divisão do grande bolo.
Devemos acompanhar as discussões das leis no congresso, para que de fato a grande beneficiada com as “riquezas do pré-sal” seja a população brasileira e o desfecho dessa história não se torne uma segunda independência com todas as características da primeira.
sexta-feira, setembro 04, 2009
terça-feira, setembro 01, 2009
2
Foi por impulso
Este maior que minha
Grande mágoa
Fez depois de um tropeço
Logo mudar o curso
Da história que me fez perder
O que ainda não tinha
Como em um copo d’água
Eu transpareço
E às vezes me turvo
Sem saber a hora exata
De dizer quem sou de fato
Até agora minúscula
Parte do que se vê de mim
O que sou é o que se diz
E digo através de gestos
Caricatos desastrados
Ao tentar convencer que és
Pra mim e que sou pra ti
Bem mais do que enxergas
Amo-te além do que percebes
E deixo perceber
Não te quero distante
E sim a todo instante
Como em pensamento
Longe do tormento
De pensar em não te ver
segunda-feira, agosto 17, 2009
(Abçs)

As esculturas.
Elas estão ali
E só isso
Pelo menos as que
representam nossa figura humana
Não abraçam
Embora possam ser abraçadas
Sempre frias
Lindas, intrigantes
Ficam ali estáticas
Para serem admiradas
Nem isso sequer esperam
Depois que são concebidas
Tornam-se independentes
Possuem personalidade própria
e sentimos suas almas
Sim, esculturas têm almas
Embora não sejam donas delas
é possível sentir
A alma do escultor
Até movimento elas têm
Mas um movimento estático
São fortes, duram séculos
Mas não passam de esculturas
Seus braços não se movem
Para nos abraçar
Para retribuir o abraço
Mesmo que fosse possível
Criar esculturas robôs
Sem vida
Então agora elas poderiam abraçar
Mas esse abraço seria outra escultura
Os abraços nem alma teriam
Por se tratarem de esculturas feitas
Pelas próprias esculturas
A sensação ao abraçar estátuas
é a mesma de se jogar um manto de cetim
Sobre elas,
escorrega e vai ao chão como os abraços
são desperdiçados quando
dados em estátuas
Nós somos esculturas
De gesso
De madeira ou bronze
O mundo nos abraça
Somos só indiferença
Que falta sinto
De um abraço
Apertado
De um longo abraço
Sem pressa
O abraço, termo singular,
É composto por três pessoas
Eu, o outro e o amor
Como uma espécie de trindade
Três pessoas em uma só
Sintam então o abraço deste escultor
De palavras mal elaboradas
mas não sejam como as estátuas
E deixem que sintam os seus abraços
quinta-feira, agosto 13, 2009
The Time Machine - Part 1

Como era comum, ele saía às tardes cheias de ócio, percorria quase uma hora de seu bairro até o centro comercial da cidade. As ruas sempre movimentadas, o comércio sempre fervilhando, pessoas de todos os rostos, idades, indo e vindo, desviando-se dele. Outras vezes precisava se esquivar de vendedores com seus tabuleiros. A chuva já começara a cair, algumas três gotas sobre seu braço. Mesmo com todas aquelas pessoas que não se sabia quem eram, nem de onde e pra onde iam, sentia-se solitário. Aquela gente estranha apenas fazia parte de um gigantesco cenário, elementos não coadjuvantes, nem precisavam estar ali. Apenas transtornavam sua passagem. A chuva começa a ficar mais forte quando ele entra em uma loja de variedades, uma grande loja. Nem queria comprar nada, mas já sabia qual primeira seção iria, já que teria que passar a chuva.
Na sua infância os brinquedos não precisavam de tanta tecnologia. Os lúdicos eram mais prazerosos, mas aquele fusca a pilha, da polícia, com sirene e tudo não saíam de sua imaginação. Foi um brinquedo prometido que nunca pode ganhar. As crianças não conseguem assimilar as promessas não cumpridas. Ele transitava entre prateleiras, fitava os brinquedos, já não tinha idade pra brincar, justo agora que não dependia de promessas. Os brinquedos perdem a graça e o sentido quando se é adulto. Se agora ele pudesse presentearia a criança que foi. Como nos filmes de ficção, filmes de viagem no tempo. Seus filmes de ficção preferidos. A vontade de consertar pequenos deslizes, evitar erros incorrigíveis, desdizer palavras, ou pronunciar outras que precisavam ser ditas. Na ficção isso era sempre possível, mas como um clichê desses filmes, a alteração do que já acontecera trazia graves prejuízos. Não era isso que ele queria. Esperava apenas que todos confiassem nele, queria evitar mal-entendidos e as conseqüências causadas pela falta de articulação das palavras.
Era possível criar vários personagens de si, com histórias e enredos diferentes. Cada um seguindo uma ramificação do que poderia ou deveria ter acontecido, não fosse tamanho mal-entendido. Cada um em época distinta.
quinta-feira, agosto 06, 2009
Go on
Em formol
Informal
Une forma
Uniforme
Une verso
Costura frases
Faz as pazes
Ases
De copas
Cozinhas planejadas
Plantado
Em solo arenoso
Sem rocha
Roxa ou lilás
Tanto faz
Tatoo trás
Cicatriz
Espinha no nariz
Dorsal
Dor
Adormece
Adoece
S
Esse
Não sou eu
Não soou bem
Sou
De
Bem
Muito mais
Além
Do que
Se vê
Não querer
Argumentar
Deixar pra lá
É chover
No aguaceiro
Gotas
gota
go
o
.
go
on
o
.
terça-feira, agosto 04, 2009
- Temporal -
Intermitentemente,
Escolhi um lugar de intensa movimentação
Como esta estação
A chuva fina encharca papéis de
lixo no calçamento
Pessoas fumando passam
A fumaça me sufoca
Debaixo da coberta úmida
Estendo a mão trêmula e encardida
E murmuro alguma coisa
Como “Me dê uma ajuda”
Apenas gotículas são depositadas
Sou ignorado
Incomodo com meu cheiro
E com minha presença
Como cheguei até aqui?
A culpa é só minha?
Uma parte da culpa, sei que sim
Onde eu moro agora?
Em um iglu feito de papelão
Dividindo espaço
Com outras pessoas
De condições semelhantes
E temperamentos, manias, vícios
Idades
Diversos
Causo medo
Dó
Repugnância
Às vezes sou filósofo
Minhas vestes são de tom
Marrom e verde musgo
Ninguém sabe
Mas tenho uma riqueza
Escondida, como qualquer um
Mas não se sabe como
Chegar até ela
Nem tenho noção de hora
Mas sei que é hora de persistir
Uma senhora deixou
Uma moeda de 25
E duas de 10
Tão geladas
A chuva parou
Por enquanto
sábado, julho 11, 2009
Vira-copos
quarta-feira, maio 27, 2009
Travoso

Eu não quis dizer
não quis não dizer
não soube agir
não soube mentir
não soube evitar
nem pensei no pior
fui ingênuo em pensar
que não há maldade
que não há desconfiança
que se fazer entender
é tão fácil
não dá pra respirar
nem caminhar
com passos firmes
não posso ser eu
tenho que me retrair
se quiser seguir
ao desconhecido
não sei até onde
ando perdendo mais
se ganho eu não sei
se perco, é comum por aqui
mas não é hora
de perder
nunca é hora
a paciência é uma virtude
talvez estratégia
talvez ela não exista de fato
e finge ser
pra se camuflar
quando na verdade
o mais cômodo
é ser incômodo
incomodado
acomodado
terça-feira, abril 15, 2008
Cores

Sou rio
Se o riso
raso mostra
O raro resto
da esperança
Nascente.
Sou mar
Se o amor
Mareja meus olhos
Agora na preamar
Cascata
Que na queda
Ainda mostra
Que é bela
Que dá do salto ao
ruído que acalma
Beleza singular
Pra ir, há braços
Abraços
Pernas e plantas
Dos pés em raiz
Quando se diz
Que foi razão
Sem ter
No ar
Harmonia
Vejo brilho
E sou rio
Em seu riso
Sorrio
Que só o rio
Leva-me ao mar e a ti
Traz a mim o mar
Que ao te amar
De perto
Desperto
Em ti
Meu
Eu
Ex
escondido
(FC) Para Caroline
domingo, março 30, 2008
*vazio*

*
Inflama
Meu oco coração
Derrete e volta a ser
Cinzas
Ele pulsa agora
Por ninguém
Apenas pra se manter vivo
Cumpre suas funções
Este é o fim do final
Último limite
Ápice, fim do novelo.
Quero fechar meus olhos
Soprar as velas que restavam
Sepultar de vez o morto
É hora só de fugir
Usar da inércia
Deixar a pequena fumaça
Se desfazer ao vento
E virar a página
Não arrancar
Faz parte da obra.
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Outro tema
Outra obra
Escrever
Meu próprio roteiro
Mesmo sem
Saber
Um
Dia
Is-
so
p
a
s
s
a
*







